
Conhecido ainda hoje por abrigar diversas peixarias, o bairro Praia do Suá, em Vitória, passou a ter uma ausência no próprio nome que o constitui. Nos anos 1970, a partir do discurso em nome do “progresso”, a praia local foi aterrada e mudou a dinâmica do local.
O documentário de curta-metragem, “Suá, a praia que sumiu”, dirigido por Thais Helena Leite, aborda a transformação provocada por esse aterro no bairro, na capital e nas pessoas, não se limitando a reproduzir os fatos, mas tornando-os portadores de significação.
A pré-estreia vai acontecer no próprio bairro no final do mês de abril, na Biblioteca Pública Estadual, em data a ser confirmada.
“Fantástica é a reação das pessoas em relação a esse tema: todo mundo quer saber disso, que é um bairro muito tradicional daqui”, diz a cantora Andrea Ramos, que é moradora da Praia do Suá e participa com sua voz da trilha sonora do documentário.
Logo, o filme pretende circular em festivais e mostras de cinema do Brasil e do exterior, e está sendo inscrito em eventos do tipo em estados como Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e Paraná e em países como Portugal, Espanha e Alemanha.
“Suá, a praia que sumiu” contou com recursos do Funcultura e da Secretaria de Cultura do Espírito Santo, por meio do edital de Produção Audiovisual.
Sobre o filme
A obra utiliza principalmente produções audiovisuais dos cinejornais da Agência Nacional da década de 1970, além de material de Julio Monjardim, fotos de Paulo Bonino e Douglas Bonella, para trazer a tona essa narrativa baseada na tríade crescimento econômico, grandeza nacional e ordem social, que fazia uma leitura desenvolvimentista da criação do aterro da Praia do Suá.
Com filmagens da Praia do Suá de várias épocas, tem um áudio poderoso: trilha composta especialmente para o documentário, a Bossa do Suá de Jorge Tarzan, tem o compositor no violão, Edu Szajnbrum na percussão, Roger Vieira no piano e voz feminina de Andrea Ramos. Tem também trechos de músicas do álbum de Aurora Gordon, o Congo da Banda Amores da Lua e memórias em off de antigos moradores: essas meta imagens autorreferenciais criam um ensaio sobre a própria montagem.
O filme tem classificação livre e também terá versões disponíveis em audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva.
Equipe Técnica:
Técnico de som, Mixagem e Designer Sound: Marcus Neves
Still: Douglas Bonella
Personagens Sociais (voz): Miriam Nolasco Silva, Jorge Luiz N. Gonçalves e Lucia Helena Pazzini de Souza
Montagem e edição: Tati Franklin
Animação: Lucas Bonini
Colorização/ DCP/ masterização para TV e Finalização: Iuri Galindo
Designer: Gabriel Perrone
Web designer: Luna Arruda
Trilha Sonora: A Bossa do Suá- Jorge Tarzan (composição e violão) , Andrea Ramos (voz), Eduardo Szajnbrum (percussão), Roger Vieira (piano) e Agite antes de usar e Corda Bamba, interpretado por Aurora Gordon e produção de Murilo Abreu (músicas de Aprygio Lirio, Mário Ruy e Sérgio Regis)
Técnico de gravação/produtor musical da Bossa do Suá: Ricardo Mendes
Comunicação: Rayanne Matiazzi e Chaski Comunicação e Cultura
Legendas: Devaneio Obras
Acessibilidade: Equipe LIBREI -Claudia Vieira
Pesquisa, Roteiro, Produção e Direção: Thais Helena Leite
Fonte: Chaski Comunicação e Produção Cultural


